Estratificação de relacionamentos

E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.  Mateus 26:37
Em tempos de ascensão das mídias sociais, fazer amizade tornou-se sinônimo de adicionar e curtir e apesar de em algumas desta haver a opção compartilhar, muito pouco há o que se fazer neste sentido pois perdeu-se a consciência da palavra comunhão em quase todos os níveis sociais de relacionamento. Fazemos ” amigos” a distância, e quando os assuntos se complicam optamos por manter deles certa distância, pois ja nos machucamos o suficiente com tantos que preferimos não nos permitir muita gente por perto, ou muito tempo perto.
Talvez um dos sintomas mais frequentes deste tipo de comportamento, seja o paradoxo de achar que todos podem conviver e compartilhar dos nossos sentimentos e angústias de forma comum, entretanto tudo isto não passa de uma opção volátil e emergente de escapar de nossas dores profundas que resume-se em duas simples afirmações: Preciso contar para alguém! Pronto, falei!. Destarte, nossos relacionamentos assemelham-se a pastiches, numerosos mas pouco profundos, ansemaos nos livrar rapidamente das nossas dores relacionais, mas não desejamos viver o processo de vive-las por completo para estarmos completamente curados em relação ao outro.
É vero que nem todos estão preparados para tudo de nós, afinal eu creio que nem nós mesmos. Afinal, o que falamos pode ser tudo o que temos para nos apegar a nossa humanidade. Mesmo assim, dentre os muitos estão os que nos amam suficiente, para conviverem com as nossas verdades, compungirem-se com as nossas incoerencias, no momento oportuno nos dizerem a verdade apesar da dor que ela possa nos causar, e finalmente movem-se em nossa direção para nos curarem as feridas.
O mestre nos ensina que apesar de conviver, curar e libertar multidões de pessoas, ter doze homens próximos de si para viver os momentos difíceis de sua caminhada, levava somente três (Pedro, Tiago e João) para participar dos momentos mais significativos dela, morreu na cruz ao lado somente de um (João) e na solidão da sua angústia onde seus amigos não poderiam alcançar a sua dor mais profunda entregava sua vida ao Pai. Jesus bradou em alta voz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Tendo dito isso, expirou. Lucas 23.46. Aprendamos com Jesus, andemos com todos, caminhemos com quem nos ama, soframos com quem cuida de nós e nos entreguemos, em Cristo, totalmente a Deus.
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