Jonas. Resgatado pela tempestade

Tenho um amigo que na sua juventude era drogado e hoje é um excelente pai de família e conduz duas responsabilidades em dia. Ele era filho de uma exemplar família cristã e seus parentes não entendiam o que o levou aquela vida. Quando ele fala a respeito desta fase, em lágrimas, disse que precisou passar pelos piores momentos de sua vida antes de compreender o que Deus queria com ele. Ele passou fome, frio e solidão. Hoje ele é um homem realizado pois percebe que caminha por onde Deus sempre o quis. Joana nunca valorizou seu casamento, sempre desdenhava os esforços que o marido fazia para sentir-se feliz até  que pouco antes de querer divorciar-se ela descobriu ter uma grave doença. Aquele homem largou todos os seus afazeres para dedicar-se ao bem estar de Joana. Ela foi curada e hoje afirma não poder ter marido melhor. Ela disse que em uma das piores noites no hospital, ela o viu ao seu lado durante todo o tempo  segurando a sua mão e havia percebido o anjo que Deus havia colocado ao seu lado e não dava valor a isto.

Estas são algumas das muitas histórias que eu já ouvi na vida onde Deus muda o curso de uma vida por intermédio de uma trágica e tempestuosa situação. As escrituras falam claramente de Jonas, um homem de Deus cuja vida por decisão própria tomou um rumo diferente da vontade do Senhor. O profeta fora enviado para Nínive, mas tomou um barco para Társis (Jonas 1.2-3). No meio do caminho Deus enviou uma grande tempestade que colocou-o e toda a tripulação em perigo (Jonas 1.4). A solução foi ele ser jogado ao mar a seu pedido e ser engolido por um grande peixe onde ficou por três dias.

Esta metáfora do peixe nos faz compreender e a função da solidão em dias tempestuosos. Nela somos confrontados com nosso ego inflado, com nossa distância de Deus e com nossos terrores internos. Ali o homem egoísta  e egocêntrico esvazia-se e os que temem a Deus experimentam a presença do Criador. Os três dias na barriga do peixe fizeram Jonas compreender que seu ego era maior que sua dependência de Deus . “Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do Senhor;

e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo.”  Jonas 2.7. Em seguida Jonas tomou o caminho que Deus queria para ele.

Como as histórias acima  contadas, algumas tempestades em nossas vidas acontecem para diluir nosso ego e nos fazer compreender que precisamos aprender a depender de Deus para seguirmos os caminhos corretos. O orgulho humano é inversamente proporcional a esta dependência. Jonas, Joana e aquele homem compreenderam isto na “barriga do peixe”, e você?

“se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” 2 Crônicas 7.14

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