Playboys de Deus

“Não saio disso porque me falta personalidade
Não tenho cérebro
Apenas me enquadro no sistema
Ser tapado é minha sina
Ser playboy é o meu problema!”

Gabriel, o pensador.

 

Este é um trecho de uma das inteligentes composições musicais deste músico.  Apesar de Gabriel – o pensador ser polêmico e ácido em suas colocações, não podemos negar o caráter criativo e contextualizado em algumas de suas canções.

O fato é que esta música me trouxe a mente algumas questões do contexto de nossa espiritualidade cristã. Tem gente em igreja achando que Deus cria “playboys”. É muito comum vermos em comunidades cristãs, habitualmente grandes, extensas filas de pessoas pedindo à Deus por algo que o faça prosperar. Ganhar mais Dinheiro, saúde, relacionamentos saudáveis, bens são temas comuns. A pluralidade deste contexto nos conduz inclusive a crer que ele cria filhos apáticos, esquálidos espiritualmente, sem amor pela vida. Tem gente com preguiça de trabalhar que espera de Deus prosperidade financeira. Hilário! Outros querem ser curados sem procurar um médico. Fora os que desejam restaurar seus relacionamentos sem predisposição a quebrantar seu coração e pedir perdão pelas sua falhas. Orgulhosos!

A pergunta que fica em meu coração neste contexto, onde é que esquecemos no contexto cristão a parte dita por Jesus ao nos convidar a caminha com Ele que diz o seguinte: Tome a sua cruz, e siga-me.  Em Mateus 10.38 o Mestre chega a enfatizar que não fazer isto é sinônimo de não ser dignos Dele.

Cristãos verdadeiros não são “playboys” de Deus, mas pessoas dispostas a serem vencedoras na vida pelos méritos de Jesus. Deus tem muito a nos dar e suas mãos não estão encolhidas para isto, mas precisamos deixar de ser acomodados, arregaçar as mangas e fazer a nossa parte.

Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Mateus 16.24

Estratificação de relacionamentos

E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.  Mateus 26:37
Em tempos de ascensão das mídias sociais, fazer amizade tornou-se sinônimo de adicionar e curtir e apesar de em algumas desta haver a opção compartilhar, muito pouco há o que se fazer neste sentido pois perdeu-se a consciência da palavra comunhão em quase todos os níveis sociais de relacionamento. Fazemos ” amigos” a distância, e quando os assuntos se complicam optamos por manter deles certa distância, pois ja nos machucamos o suficiente com tantos que preferimos não nos permitir muita gente por perto, ou muito tempo perto.
Talvez um dos sintomas mais frequentes deste tipo de comportamento, seja o paradoxo de achar que todos podem conviver e compartilhar dos nossos sentimentos e angústias de forma comum, entretanto tudo isto não passa de uma opção volátil e emergente de escapar de nossas dores profundas que resume-se em duas simples afirmações: Preciso contar para alguém! Pronto, falei!. Destarte, nossos relacionamentos assemelham-se a pastiches, numerosos mas pouco profundos, ansemaos nos livrar rapidamente das nossas dores relacionais, mas não desejamos viver o processo de vive-las por completo para estarmos completamente curados em relação ao outro.
É vero que nem todos estão preparados para tudo de nós, afinal eu creio que nem nós mesmos. Afinal, o que falamos pode ser tudo o que temos para nos apegar a nossa humanidade. Mesmo assim, dentre os muitos estão os que nos amam suficiente, para conviverem com as nossas verdades, compungirem-se com as nossas incoerencias, no momento oportuno nos dizerem a verdade apesar da dor que ela possa nos causar, e finalmente movem-se em nossa direção para nos curarem as feridas.
O mestre nos ensina que apesar de conviver, curar e libertar multidões de pessoas, ter doze homens próximos de si para viver os momentos difíceis de sua caminhada, levava somente três (Pedro, Tiago e João) para participar dos momentos mais significativos dela, morreu na cruz ao lado somente de um (João) e na solidão da sua angústia onde seus amigos não poderiam alcançar a sua dor mais profunda entregava sua vida ao Pai. Jesus bradou em alta voz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Tendo dito isso, expirou. Lucas 23.46. Aprendamos com Jesus, andemos com todos, caminhemos com quem nos ama, soframos com quem cuida de nós e nos entreguemos, em Cristo, totalmente a Deus.

Coerência

Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.João 14.6

Em uma sociedade onde relacionamentos são funcionais, nada mais “justo” do que algumas pessoas se aproximarem de você pelo que passa a fazer por elas e outras se afastarem pelo que você deixa de fazer. Muitos poucos estão aos seu lado por quem você é. Estes não se afastam de ti por causa de suas incoerências.

Certa vez Jesus disse a pessoas incoerentes que passaram a entender quem Ele era: E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. João 8:32. Estes tinham verdades “absolutas” muito próprias e julgavam-se capazes de avaliar o caráter de outrem. Considerando que o outro é um conjunto de experiências pessoais muito particulares, um somatório de percepções individuais, podemos considerar cada um de nós detentores de “verdades próprias”. Tal avaliação só me ajuda entender algo a respeito de mim mesmo: A minha verdade só é coerente para mim mesmo.  Na sua divina sabedoria e ensino Jesus alertou os seus discípulos com o seguinte ensinamento: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.” Mateus 7:1-2. Nós somos incapazes de compreender o movimento que Deus faz para mudar o coração de cada um.

Por fim, eu conclúo que a unica verdade absoluta em um mundo de relacionamentos relativos é a verdade de Deus, apresentada em Jesus Cristo. Ela é capaz de libertar-nos de nossa incoerência e apontar as nossas percepções para o que faz a multiforme graça de Deus na indentidade de cada um. Você, eu e todos nós somos diversos em acertar e errar e passíveis de faze-lo, mas isso não me da direito de lhe julgar aonde esta errado, entretanto alertar-nos de nossos erros e  apontar a solução libertadora que Cristo tem para as nossas incoerências.

A máxima da coerência da vida cristã resume-se no seguinte ensinamento de Jesus: Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno”. Mateus 5.37. Jesus é a verdade absoluta de Deus! Sejamos coerentes na verdade Dele pois é a única que nos alinha com o coração do Pai.

Recomeço

Como tudo neste país começa depois do carnaval, aqui não poderia ser diferente. Voltando a ativa com o meu blog que hoje conta com mais de 31000 visitas.  O desejo é que ele continue a ser um instrumento utilizado por Deus para levar a mensagem de Cristo ao coração das pessoas.

 

Um ano de 2012 cheio da paz … de Cristo.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Filipenses 4.7

Um dos desejos mais comuns na virada do ano é paz. De uma forma comum compreendemos paz  como um sentimento relacionado a ausência de problemas, coisas desagradáveis ou necessidades. A pergunta que não se cala em meu coração è a seguinte: Quem consegue viver ausente de problemas ou não tem necessidade de algo? Esta carência por completude existêncial constuma a ser suprida por paleativos como bebidas, drogas, relacionamentos degradantes etc. Ao final, cada um destes nos conduz a uma única realidade depressiva, angustiante e vazia.

Nos angustimamos porque só podemos explicar o que compreendemos. A nossa compreensão reflete nossa percepção da vida e nos conduz as escolhas que fazemos. Algumas destas acertamos, mas outras produzem mais dúvidas. O resultado  de escolhas erradas podem reverberar por anos e trazer consequencias num primeiro momento imprevisíveis. O resultado é conviver com o sentimento de ter um coração perdido, sem rumo e viver a viciante rotina dos paleativos.

Jesus nunca fez promessas de suprimir nossos problemas, pelo contrário, nos prometeu aflições durante a caminhada do discipulado, entretando promete paz em meio a elas. Como encontrar paz se não há equilibrio existencial? Como experimentar tranquilidade com tantos problemas? A primerira parte da resposta encontramos na seguinte afirmação de Jesus: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16:33. Ou seja, a paz de Cristo não é um paleativa e sim permantente, constante, verdadeira e só pode ser encontrada Nele. A segunda parte da resposta esta no texto de Paulo aos Filipenses. A paz de Cristo não esta limitada a nossa compreensão, ela guarda os nossos corações mesmo quando não compreendemos as respostas de Deus para a nossa vida e ainda que os nossos sentimentos nos traiam.

“Sim, Deus nos concede paz. Porém a paz que ele nos dá não é a paz das pessoas que evitam coisas desagradáveis.”  Eugene H. Peterson

Como Deus escreveu a Bíblia.

Uma pessoa certa vez me perguntou: Como a Bíblia foi escrita?  Depois de pensar  muito e pesquisar sobre a historicidade dos documentos bíblicos,  buscar recursos para refutar as possiveis heresias do meu interloucutor, baixei a cabeça e orei. A resposta a minha oração foi mais contundente que as dos livros de teologia: A Bíblia foi escrita um 365 dias por ano, um dia de cada vez, bastando a cada dia o seu mal e vivendo o pão nosso de cada dia na vida de homens e mulheres que aprenderam a depender  da providência divina. Diante da eminência de 2012, e confiantes na providência de Deus vale para o proximo ano a dica do salmista: Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios. (Salmos 90:12)

Seu nome é Jesus, o Cristo.

“Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles.” Mateus 1.21

Nós vivemos em um mundo onde pessoas são conhecidas pelos seus títulos e suas posses. Foi-se o tempo onde o nome de alguém representava seu caráter ou a vocação.  Nós acabamos, impulsionados pelos anseios, enfatizando os nossos valores pelas conquistas e finalmente nos gabamos delas apresentando-as como símbolo de vitória.

 Jesus de Nazaré, o Deus encarnado, veio ao mundo em uma forma simples e humilhante.  Paulo a descreveu  assim:  ” Ele tinha a natureza de Deus,  mas não tentou ficar igual a Deus.   Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu  e tomou a natureza de servo,  tornando-se assim igual aos seres humanos.   E, vivendo a vida comum de um ser humano,” Filipenses 2.6-7. Apesar dos inúmeros títulos que os homens e o próprio Deus lhe Deus ao longo da história, Jesus em obediência ao pai nasce em uma fétida estrebaria, envolto em panos simples em uma noite aparentemente qualquer.

 Antes de nascer, Deus dá ao Seu Filho um nome que faria toda a diferença pois aprensetava sua natureza, seu cartáter e sua missão; Jesus que quer dizer, o ungido de Deus. Ao nome daquela criança e atribuida a sua missão: O Cristo, o Messias (o escolhido de Deus) que viria dar as pessoas esperança a respeito de Deus e reconectar seus corações com o do Criador.  Jesus não veio a nosso meio exibindo seus títulos por direito, mas para viver as nossas mazelas e apresentar o amor de Deus por  nossas vidas. Ele não gabou-se de seus títulos e a sua única conquista terrena foi cumprir sua missão no Calvário.

 “Por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra   e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes,    para que, em homenagem ao nome de Jesus,   todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos” Filipenses 2.9-10.