Igreja, porque me importar?

IGREJA“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” 1 Pedro 4:10

Eu estava lendo alguns dias atrás o livro do Philip Yancey cujo título é “Igreja, porque me importar?” quando me deparei com uma frase de um autor anônimo que é paradoxal, autêntica e real: “Viver com os santos nos céus, Ó que glória! Viver com os santos na terra – Bem, isso é outra história.” Ao ler esta frase me surgiu a pergunta, o que eu me torno quando entro em uma comunidade cristã costumeiramente conhecida como igreja?

Esta pergunta necessita ser respondida em três etapas. Primeiramente precisamos compreender que não faço parte de uma igreja por motivos pessoais embora na maioria das vezes são eles que nos conduzem a ela. O motivo da nossa presença em uma comunidade cristã é estabelecer uma conexão com o transcendente, nos aproximar de Deus, conhecê-lo pessoalmente. Isso acontece mediante as orações, músicas, e creio eu, que fundamentalmente pela exposição dos escritos bíblicos.

Em segundo lugar, a nossa convivência com Deus deve gerar em nosso coração algumas novidades de vida que redundam em compromissos de fé, esperança e amor; em especial o amor. (1 Coríntios 13.13). O amor cristão é transformador de vida, pois ao nos sentirmos amados por Deus, somos capaz de amar as pessoas. Em nossa essência conhecemos a trindade revelada na transcendência de Deus Pai, na Imanência de Jesus – Deus filho e na transparência do Espírito Santo que traz ao coração da igreja revelações a respeito do afetividade pessoal que Deus tem a nosso respeito (Gálatas 4.6).

A terceira etapa torna-se a mais interessante. Olhamos para os bancos e cadeiras e vemos pessoas de todas as idades. Algumas radiantes de alegria e outras enrijecidas pela dor do sofrimento. Uns são animados e comunicativos, outros taciturnos e calados, temos os bravios e os calmos, desde a criança até o idoso; Todos com suas vidas, mazelas e seqüelas vivendo de algum modo as fases de suas crises, sejam elas a tempestade ou a bonança. Enfim, somos uma comunidade!

Quanto transpassamos cada uma dessas etapas e chegamos à madura consciência de fazermos parte de um grupo comum, nos tornamos uma família no real sentido da palavra e sentimos a necessidade de fazer algo pelos outros. Aprendemos que Deus nos deu algumas habilidade, conhecidas como dons, para valorizar a vida de outros. Nos sentimos em paz quando ajudamos. Nos importamos e voltamos a rir e a chorar com as pessoas. Enfim, percebemos que na selva que se torna o dia a dia, ainda há um lugar onde podemos nos sentir humanos: Na igreja. Um lugar onde vivendo com outros semelhantes, sob a orientação, mediação e Senhorio de Jesus, podemos aprender um novo significado para a vida e dar significado para a vida de outras pessoas.

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